O Crime do Padre Amaro

Adaptado do clássico de Eça de Queiroz, "O Crime do Padre Amaro" retrata os dilemas e polêmicas que giram em torno da Igreja Católica, recheado com temas instrumentais caprichados e do para o Pop Latino de artistas como David Olivarez.

HORÁRIO
Dia 9 de Novembro, às 23h
ESSE MÊS
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A fórmula adotada em “Segundas Intenções”...
VAMOS FALAR DE FILMES
O Crime do Padre Amaro

Por Cesar Dechen

Livremente adaptado do clássico do português Eça de Queiroz, escrito em 1875, “O Crime do Padre Amaro”, o filme (México, 2002), talvez por ser ambientado 127 anos depois do original, não escandalizou tanto quanto o fez com a sociedade portuguesa no século 19 - a contragosto do produtores que o venderam como um dos mais controversos filmes já produzidos, o que, de certo modo, não chega a ser uma mentira, mas também não é uma verdade inteira.

Com exceção do México, onde provocou inúmeros protestos por parte da Igreja Católica (o que aumentou o interesse do público pelo filme), “O Crime do Padre Amaro” não chegou a causar grande furor em outros países onde foi exibido. Além dos dilemas do jovem e recém-ordenado padre (Amaro), interpretado pelo carismático e boa pinta Gael García Bernal, o filme explora a hipocrisia e o falso moralismo de parte dos integrantes da Igreja, divididos entre o carnal e o divino, entre obras sociais bancadas com dinheiro de traficantes de drogas e o que prega oficialmente a instituição que representam.

O foco da narrativa gira em torno de Amaro e da bela Amélia (Ana Claudia Talancón), que tem suas convicções religiosas abaladas quando se vê seduzida pelo carisma, discurso e beleza do novo Padre, se perde um pouco quando o improvável ‘affair’ é retratado com certa naturalidade, como se os inevitáveis conflitos que tal relação pudesse provocar quase não existissem. O que não acontece na obra de Eça de Queiroz.

Assista ao trailer do filme:
http://mais.uol.com.br/view/368365

Na trilha sonora, os temas instrumentais muito bem estruturados e executados pela Mexfil Orchestra como “Camino a La Hacienda”, “La Guarida Del Diablo”, “Anti Anunciacion” e “Benedictus Fructus”, abrem espaço para o Pop Latino de artistas como Pablo Montero , Luis Carlos Monroy, Los Razos, Julio Preciado e David Olivarez, que além de “Y Solamente Tu”, assina a dançante “De Una Manera U Otra Manera”.

El Crimen del Padre Amaro - Origianal Soundtrack, 2002


01. De Una Manera U Otra Manera (David Olivarez)
02. Camino A La Hacienda (Mexfil Orchestra)
03. Te Odio (Pablo Montero)
04. Hoy Venimos A Cantar (Coro Siquem)
05. Y Solamente Tu (David Olivarez)
06. La Guarida Del Diablo (Mexfil Orchestra)
07. Chingon De Chingones (Los Razos)
08. Agnus Dei (Mexfil Orchestra)
09. O Ignee Spiritus (Sequentia)
10. Anti Anunciacion (Mexfil Orchestra)
11. Y Que Dijiste Tu (Julio Preciado)
12. Mortis Nostrae (Mexfil Orchestra)
13. Soy Tu Hijo Fiel (Mexfil Orchestra)
14. Addagio Un Poco Mosso (Andre Previn)
15. Alma De Dios (Cancion Hungara) (Orquesta Sinfonica De Sevilla)
16. Vivo Perdido (Luis Carlos Monroy)
17. Haz Un Milagro (Mexfil Orchestra)
18. Benedictus Fructus (Mexfil Orchestra)
19. Abba Padre (Coro Siquem)
20. Gloria (Mexfil Orchestra)

O Crime do Padre Amaro (El Crimen del Padre Amaro), México - 2002
Direção: Carlos Carrera
Elenco: Gael García Bernal, Ana Claudia Talancón, Sancho Gracia, Angélica Aragón e Andrés Montiel entre outros.
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